Undertaker vol. 6 – Salvaje
Continuando o arco de história do volume anterior, chega agora “Salvage”, o sexto volume de Undertaker, de Xavier Dorison, Ralph Meyer e cores de Caroline Delabie.
Em o Índio Branco, 5.º tomo da série, Sid Beauchamp é encarregado por Joséphine Barclay de recuperar os restos mortais do seu filho, Caleb, enterrado pelos Apaches no meio das terras proibidas no Arizona.
Para levar a cabo esta missão, recorre a Jonas Crow, o gato-pingado seu amigo na juventude, a quem conta apenas meias-verdades.
Jonas, Salvaje, o guerreiro Kenitei e Chato, filho de Salvaje e de Caleb, acabam por cair nas mãos de Beauchamp, que festeja o seu triunfo. Vai finalmente poder entregar o corpo do Índio Branco a Joséphine Barclay, a mulher mais rica de Tucson, e casar com ela.
Mas Salvaje, com a ajuda de Jonas, está decidida a vingar a memória do Índio Branco…
Este sexto tomo da série, servido pelo magistral grafismo de Ralph Meyer, associado nas cores ao talento de Caroline Delabie e que conta com texto saído da fértil imaginação de Xavier Dorison, reafirma o lugar de Undertaker como uma das melhores séries de western da banda desenhada europeia.
“SALVAJE” é um espectacular fim de ciclo da aclamada série Undertaker, considerada dos melhores westerns da BD europeia actual. Esta série, difundida em 14 países entre os quais se inclui Portugal, obteve desde o início da sua publicação em França, em 2015, numerosos prémios e distinções. Salientam-se, o Prix Saint Michel 2015 du Meilleur Dessin, o Prix Le Parisien 2015 de la Meilleur BD, o Prix 2015 des rédacteurs de scenario.com e ainda a distinção Album preferé des lecteurs de BD Gest 2015.
UNDERTAKER – Tomo 6
SALVAJE
Argumento: Xavier Dorison
Desenho: Ralph Meyer
Ala dos Livros
Cor: Caroline Delabie
64 páginas. Cor.
Capa dura. 235 x 310 mm
Novembro de 2023. Ala dos Livros
PVP: 18,00 €
ISBN: 978-989-9108-37-0
Argumento: XAVIER DORISON
Xavier Dorison nasceu em 1972. Depois de três anos numa escola profissional, durante os quais lançou um Festival de BD, começou a escrever o argumento para o primeiro volume de Troisième Testament (“Terceiro Testamento”) série desenhada por Alex Alice e publicada pela Glénat.
Foi um sucesso. Seguiu-se o trabalho com Mathieu Lauffray no primeiro volume da série Prophet (Les Humanoides Associés, 2000), e depois com Christophe Bec na série Sanctuaire (Les Humanoïdes associés, 2001). Xavier Dorison estabeleceu, em muito pouco tempo, um estatuto firme no mundo da banda desenhada franco-belga, um estatuto confirmado com “W.E.S.T.” (Dargaud), que escreveu em parceria com Fabien Nury para um dos maiores nomes actuais do realismo, o desenhador Christian Rossi.
Mas Dorison não se limitou ao universo da BD. Em 2006, foi lançado o filme Les Brigades du Tigre, uma adaptação da série de TV com o mesmo nome, que Dorison voltou a escrever em parceria com Nury. Em 2007, trabalhou uma vez mais com Mathieu Lauffray em Long John Silver, granjeando de novo um enorme sucesso.
Em 2008, a Dargaud convidou Xavier Dorison para escrever o argumento do primeiro volume do “Mistério XIII”, uma sequela da famosa série “XIII”. O desenho foi confiado a Ralph Meyer, o que deu início a uma outra colaboração prolífica. Foi então que o par criou a épica história Viking “Asgard” (Dargaud). E em 2014, com Thomas Allart, Dorison produziu “H.S.E.” (Dargaud; Europe Comics 2017), um enredo de suspense sobre a possível queda em espiral de uma sociedade ultraliberal.
Trabalhador incansável, dedica-se simultaneamente a várias séries, para além de continuar a escrever argumentos para a TV e o cinema. Passando com facilidade do argumento para as séries já mencionadas, e ainda para Le Chant du Cygne (2014, Le Lombard), Red Skin (2014, Glénat) e o seu último e enorme sucesso Undertaker (Dargaud 2015, Europe Comics 2016), Dorison provou a sua habilidade para trabalhar em diferentes géneros, que vão do western ao drama histórico, sem nunca perder a força do argumento e a solidez estrutural que caracteriza o seu trabalho.
Não é por isso de admirar que tenha sido chamado a continuar a série “Thorgal” (Le Lombard), um dos maiores ícones da BD franco-belga de todos os tempos.
Desenho: RALPH MEYER
Desenhador Nascido em Paris em 1971, Ralph Meyer era muito novo quando começou a cultivar a sua aptidão e interesse pelo desenho e por histórias. Quando chegou a altura de decidir o que fazer da sua vida, pareceu-lhe natural escolher a banda desenhada. Enquanto insaciável jovem leitor, apreciava o humor de Gaston Lagaffe e as aventuras de Black e Mortimer, bem como os problemas existenciais dos super-heróis vestidos à maneira que povoam as edições mensais de Strange.
A sua descoberta do trabalho de Giraud (também Moebius) durante a sua adolescência terá mais tarde uma grande influência no seu próprio trabalho.
Com 20 anos, deixou Paris e mudou-se para a Bélgica para seguir o curso de ilustração no Instituto Saint-Luc, em Liège. Após três anos e finalizado o curso, começou a apresentar-se a várias editoras com um número variado de projectos, mas sem sucesso. Em 1996, decidiu apresentar o seu trabalho ao escritor Philippe Tome. Este apresentou a Meyer um argumento particularmente sinistro para trabalhar. Um ano mais tarde, lançam o primeiro volume de «Berceuse Assassine», uma trilogia (1997 Dargaud, 2016 Europe Comics).
Meyer fundou entretanto, com alguns outros autores, a “Parfois j’ai dur” workshop. Foi aí que realizou Des Lendemains sans Nuages, (Le Lombard; Cinebook,) que co-ilustrou com Bruno Gazzotti, sob argumento de Fabien Vehlmann. A seguir, ainda com Vehlmann, iniciou as series de Ficção Científica “IAN” (Dargaud; Cinebook), a qual relata as aventuras de um ser de inteligência artificial, completado com pele e nervos humanos. Em 2008, com Xavier Dorison lançou o primeiro volume da série XIII-Mistery, uma colecção da Dargaud pela qual recebeu, em Bruxelas, o Prémio St. Michel.
O ano de 2010 pareceu representar para Meyer uma reviravolta gráfica, ao efectuar Page Noire, com argumento de Denis Lapière e Frank Giroud. Em 2012, ele e Xavier Dorison voltaram a trabalhar juntos nas paisagens nórdicas do díptico Asgard, seguindo-se posteriormente a terceira colaboração na série Undertaker, a qual continua a conhecer junto dos leitores de vários países um crescente sucesso.
Cor: CAROLINE DELABIE
Curiosa por natureza, Caroline Delabie começou, desde tenra idade, a “meter o nariz” na imensa colecção de BD dos seus pais. É aí que descobre Gaston Lagaffe, Obélix, o Capitão Haddock e Thorgal. Estes, ensinam-na a ler.
E em breve muitos outros moradores da biblioteca se juntam a eles, acompanhando Caroline durante a infância.
Na adolescência, conhece Jojo (que depressa se tornou o seu melhor amigo), Violette, Brousaille, Gil Jourdan, Julien Boisvert, Pélisse…
Aquando do seu último ano de Arquitectura de Interiores, na Escola de Saint Luc, em Liège, e graças a Jean-Claude Hubert, um amigo ilustrador, Caroline conhece Ralph Meyer.
Ralph apresentou-lhe Joe e Martha Telenko, os personagens de Berceuse Assassine. Passa na sua companhia alguns serões agradáveis mas prefere, de longe, a companhia de Ralph. E decidem partilhar a maior parte dos seus serões, a ler.
Terminados os estudos, Caroline dedicou-se à profissão de Arquitecta Decoradora independente, embora a sua curiosidade tenha sido espicaçada pela coloração de BD, já que esse trabalho parece ligar o mundo das cores, que a apaixona desde que iniciou os seus estudos, e o seu amor pela BD.
Ralph aceita ensinar-lhe os seus segredos.
Assim, e durante vários anos, Caroline Delabie assume, em paralelo, a profissão de Arquitecta Decoradora e a de Colorista (I.A.N., XIII Mystery, Seuls, Asgard, Page Noire, Undertaker). Até que, por fim, decide tornar-se apenas colorista. Todavia, em 2014, essa curiosa insaciável completa a formação, em seu entender muito curta, de Guia da Natureza.
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Co-criador e administrador do Central Comics desde 2001. É também legendador e paginador de banda desenhada, e ocasionalmente argumentista.